Contexto e desafio
O objetivo era lançar uma plataforma de investimentos completa, partindo de uma operação ainda fragmentada e de integrações em amadurecimento.
O produto precisava funcionar em iOS, Android, Web e Intranet, conversar com provedores e infraestruturas críticas do mercado e nascer com compliance, segurança, rastreabilidade e trilhas de auditoria desde a primeira versão.
Principais tensões
- Onboarding de alta fricção e com risco de abandono.
- Retrabalho operacional causado por pendências e exceções pouco claras.
- Exigências regulatórias de evidência, versionamento, logs e auditabilidade.
- Integrações imaturas com sistemas legados e fornecedores externos.
- Prazo de seis a oito meses para um MVP operacional, seguido por cadência quinzenal.
Objetivos do MVP
- Colocar no ar uma operação utilizável e auditável em seis a oito meses.
- Construir a espinha dorsal: onboarding, KYC, suitability e primeira operação.
- Reduzir fricção, pendências e tempo de processamento.
- Atender CVM, ANBIMA e LGPD desde o desenho.
- Criar governança, linguagem visual e telemetria reutilizáveis.
Meu papel
Atuei de ponta a ponta como Product Designer e Product Manager, conectando negócio, engenharia, cadastro, backoffice, operações, atendimento, risco, compliance e controles internos.
- Discovery e definição: regras de negócio, controles regulatórios, benchmark e priorização do MVP.
- Integrações: B3, Idwall, Neoway, Incognia e SINACOR/SINCAD; limitações de APIs e legado transformadas em decisões de produto.
- Design e validação: protótipos e testes com áreas operacionais.
- Delivery: histórias, especificações, critérios de aceite e trilhas de auditoria.
- Governança: gestão no ClickUp, homologação e decisão conjunta com áreas de controle.
Estratégia de produto
1. Profundidade antes de amplitude
O MVP priorizou a sequência que permitia gerar valor real: abrir a conta, concluir KYC e suitability e realizar a primeira operação.
2. Compliance como funcionalidade
Microcopy, versionamento de termos, rastreabilidade, validações e evidências foram tratados como parte da experiência — não como revisão tardia.
3. Velocidade com estrutura
Um guia visual inicial evoluiu para o Iris Design System. O mesmo conjunto de padrões sustentou app, web e ferramentas internas em ciclos quinzenais.
4. Pesquisa e telemetria contínuas
Testes com usuários e áreas operacionais foram combinados com GA4, Hotjar, formulários e dados de funil para orientar as iterações.


Jornadas entregues
Onboarding e KYC
Disclosure progressivo, validações em tempo real, automação de pendências recorrentes e tratamento explícito de exceções. O cadastro incluiu consulta dinâmica de CNPJ, pessoas vinculadas, recadastro inteligente, conta para menor, documentos, prova de vida, facematch, endereço e suitability ANBIMA/CVM.
Motor de produto e comunicação
Aceites com versionamento, auditabilidade, acompanhamento comportamental e push segmentado.
Investimentos e operação
Tesouro e custódia via B3; fundos e renda fixa; renda variável e home broker; notícias e cotações; relatórios e documentos; monitor de risco e painéis operacionais.



Resultados informados
Os números abaixo foram publicados no case original e devem ser reconfirmados antes da divulgação final.
Depois do MVP
A plataforma continuou evoluindo com testes A/B, feature flags, programas beta e métricas como AUM, tempo para primeiro investimento e reinvestimento.
As frentes seguintes incluíram ofertas públicas, portabilidade associada à RCVM 210, remessa cambial, previdência privada, tratamento de desenquadramento de perfil, dividendos, educação financeira, personalização e expansão do Design System.